sexta-feira, 12 de março de 2010

Maldita Inclusão Digital

Eu ando de busão. No horário de píco. Ida e volta. E pelos meus planos será assim até dezembro.
06:42 da manhã eu pego o mesmo busão todo dia. Já conheço o cobrador e o motorista.
Final de tarde, depende do meu destino e do tamanho da tranqueira na 116.
Ontem eu estava mais apertada que sardinha em lata num ônibus da Sogil.
No fundo do ônibus havia um homem, que não contente em ter um celular com mp3, e eis o motivo do título do post, ele, ou tinha gastado toda a grana no aparelho e ficado sem prá comprar um fone de ouvido ou, na MELHOR das hipósteses, simplesmente queria compartilhar conosco seu aguçado tino musical. ¬¬
Se tem uma coisa com a qual eu sou chata, e acreditem, sou chata com poucas coisas, é com música.
Eu não invado o espaço de ninguém, não obrigo ninguém a ouvir o que eu gosto, até lá em casa, que sempre tem um sonzinho ambiente, há democracia na escolha da trilha sonora.
Um sertanejozinho universitário atééé vai, mas nada que ultrapasse Victor & Léo, João Bosco e Vinícius, Jorge e Matheus e algumas do César Menotti e Fabiano, dependendo do momento. Fora isso, não gosto.  Não me agrada, não me apetece, heheheh.

O tiozinho esse, estava parado na escada do busão, celularzinho na mão e trocando de música à cada 2 minutos. Acho que o repertório dele ia de Milionário e José Rico à Calcinha Preta, hehehe.
Meu..  e o som era muito alto.... tão alto que eu de posse dos meus fones não conseguia ouvir direito o que tocava NO MEU CELULAR.

Não bastasse isso, ele estava se sentindo O POPULAR, afinal as pessoas que estavam ali na volta batiam pézinho e vibravam conforme ele trocava de faixa.
Juro, quase que sai um arrasta pé no fundo do busão....
 Três lexotan na vêia prá eu dormir, depois dessa, aahahahahaha.

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