Tenho me dedicado à uma nova empreitada nos últimos tempos. Eu comecei a analisar. À tudo e à todos que passam diante dos meus olhos.
Pouco mais de um ano no mercado solteira me fez perceber o quanto os relacionamentos estão cada dia mais descartáveis. A internet facilita muitas coisas, permite que eu pague minhas contas sem fila, que eu compre toda lista de materiais dos meus filhos sem ter que carregar sacolas. Permite que eu saiba com mais facilidade o que está acontecendo do outro lado do mundo e aqui ao meu lado somente com um clique.
Mas por outro lado, arranjar encontros se tornou muito comum também utlizando esse meio. Isso lá de vez em quando ou prá efeito de experiência, conta. Mas chega uma hora que cansa.
Claro, é sabido que a internet é a 8a maravilha pros tímidos e isso nem se discute.
Me proporcionou bons momentos e até encontros muito felizes com quem estava bem pertinho de mim e ao mesmo tempo não estava, isso é fato.
Mas parece que encontros casuais e relacionamentos descartáveis se potencializaram depois que ter internet à mão se tornou tão comum. Isso me entristece. Não necessariamente por se tornar comum esse tipo de prática, mas pelo fato dela estar substituindo os meios de aproximação mais tradicionais.
E tradicional aqui eu chamo da troca de olhares, do meio sorriso, da expectativa em saber se é correspondido. Até mesmo aquela dosezinha de dúvida que fazia nossos corações saltar pela boca. Não vejo mais isso, salvo raríssimas exceções.
Eu não me apaixonei de fato ainda desde que me separei há um ano e 3 meses atrás. E sinceramente eu ainda gostaria que fosse do jeito antigo. Mas como, se tá todo mundo com a cara enfiada em seus notes, iphones e pcs agilizando vários encontros casuais da forma mais prática?

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